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Delírios Poéticos |
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September 30 navegadoralmas gêmeas
almas gêmeas
aonde vou vejo sempre a sua mão quando caio é ela a me levantar... nas noites escuras de medo e solidão você está presente me acalmando no riso de alguém é você quem me sorri e em outros olhos é você quem me espia... enfim a noite ao dormir cansada sonho passar por caminhos por onde acabou de passar... dalila balekljian September 28 navegadorsonho e poesiaVisit www.moblyng.com to make your own! August 25 Mágicas linhas
Quando olho as minhas frias
e desnudas mãos
não só vejo ali
os infindáveis caminhos
que a vida teceu
e que o tempo desfaz
com os tristes e incontáveis :
- não !
mas também os traços de sol
de um dia que amanheceu
meus olhos cansados
se deitam na luz da janela
e são levados pela paisagem
que vai bem longe
ouço o cantar
da voz do coração
que apela sair de mim
pra extravazar
a tristeza e minha ânsia
encontro nestas escritas palavras
desafogo pro que me vai no peito
e se derrama nestes versos
formando meu poema
e eles vão abrindo caminho
fazendo das linhas o seu leito
enriquecendo o branco do papel
com palavras manuscritas em preto
qual ave desgarrada
em desconhecido horizonte
minha alma cheia de esperança
dança como se procurando
uma outra que como eu
se lance itinerante
na fantasia que fizesse esquecer
como a vida é curta
o céu se torna pequeno
para nosso amor e sonho
e o mar nos acolhe
com seu dançar sereno
então na pálida areia
os nossos corpos são tocados
pela macia espuma
que ao calor serve de eseio
o sol insolente invade o quarto
entrando enfim pela janela
a claridade fere os meus olhos
e assim me desperda do sonho
de novo olho as marcas
feitas pelo destino
e que me levaram ao quadro
que banhou -me de vida
e deu alegria ao meu olhar
antes tristonho
procurando te encontrar
entre os fios de trama
da minha palma
como sempre te aproximando à mim
em todos os acontecimentos
sigo assim só pela vereda
fazendo da tua a minha vida
mistério que carregarei
até que o pulsar
do meu brilho cesse
dalila balekjian
August 18 minha poesia
MINHA POESIA
É vale das minhas tristezas
e de tantas emoções :
esperanças , incertezas , alegrias
e rio do meu coração
- transbordante e profundo .
Minha poesia
é fonte de sonhos :
encontros , partidas , desesperos
e companheira de numerosas solidões .
Relicário de pedras preciosas :
- os meus sentimentos ,
Escondidos , segrêdos guardados ...
e do meu jardim encantado ,
pleno de delícias
( Éden de promessas - Celestiais ...)
São memórias de um dia
ou Vidas recriadas pelo poema
nas passadas da imaginação .
Á , eu sem a poesia
não sou nada
só triste , calada e trôpega
como fantasma de um corpo
sem morada nem alma ;
mas quando uso um teclado
ou seguro num lápis
sobre um branco papel ,
dos meus dedos desabrocha
a fantasia que torno real :
meus seres e minhas paisagens ...
Com a cabeça no vento das palavras as letras vão surgindo
e a vida nascendo de mim
e minha alma está em festa ! ...
Voa , se solta e rodopia e assim um mundo
vindo do meu universo interior
é reciclado ou inventado ;
vai se derramando
como om mel
sobre o alfabeto
Que parece então ser pequeno
para o que pretendo declamar .
E isto se dá porque eu sou poetisa
artista
pintora de letras
e minhas palavras
são as minhas telas
e têm belas cores
de todas as matizes .
Entre meus dedos se escorrega , aninha-se :
palavras nas telas
artista das letras :
Poetisa .
Sou compositora meus versos
Recendem a música
pois às vezes tem ritmo
e são compassados;
são sinfonias
de amores , de veredas
com céu e estrelas
em claves de sol
sustenidos e bemóis .
Sou cantora recito meus versos
como se lesse
uma partitura musical .
Meus personagens são líricos , brutos ,
heróicos ou covardes
tristes ou felizes :
são quase de verdade !
Minhas paisagens Falam de mares
Montanhas e rios
Grandiosos , cheios de vida ...
E toda esta vida está contida nos livros
que apaixonadamente escrevo
pois amo ser poetisa
pintora de sentenças
cantora de melodias ,
e dona de um mundo ,
que compartilho
cCom quem como eu
deixou-se encantar
pelo feitiço de ler e escrever .
dalila balekjian July 22 O encontro
O encontro
Na noite dos teus olhos
quero a paz de te encontrar
das tuas mãos o meu sossego
nos teus ombros o devaneio
dos teus braços o amparar
no banco do teu sossego
desejo te encontrar
nas mãos do teu amparo
de noite devanear
quero a paz do teu olhar
na noite do nosso encontro
os meus braços te enlaçando
tuas mãos à me fazer sonhar
nos teus ombros
fechar os olhos
nos teus braços
me entregar
dalila balekjian
July 14 De estrelas
De estrelas
O vento escreveu na areia molhada
a música que o mar cantava assim : - Haviam brumas , haviam ondas ,
em linda praia dentro de mim, haviam estrelas e elas bordavam
um nome no céu e um nome no mar . Os nomes se foram , as estrelas ficaram:
estrela do céu e estrela do mar . Haviam barcos e eles levavam
meus tristes olhos de tanto chorar . Haviam ilhas e elas guardavam
meu coração cansado de amar . Um vento forte levou a praia
o barco , a ilha , levou meu mar , levou meu céu ,
as minhas estrelas , e não deixou nada no seu lugar . mas aqui restaram os meus olhos
que ainda hoje andam à procurar dentro de mim
onde estará o homem que um dia foi o meu mar .
dalila balekjian
July 03 O vento e a flor
O Vento e a flor
O vento sopra suave empurrando a flor da margem
E esta desce brandamente no rio à flutuar
Filetes do sol da tarde douram-na à sua passagem
Singrando as águas claras que se abrem cintilantes
A flor que nem a vida traz amor ao coração
e daí bem docemente somos felizes
Enfim ela solta as suas pétalas
espargindo perfume nas ondas
E eu escrevo nestas folhas
todas as minhas mágoas
As folhas são nossas páginas
caindo como as lágrimas
que nós vamos espalhando
pelo chão da nossa viagem
dalila balekjian June 25 Beira da praia
Beira da praia
moreno cor de canela ar tão brejeiro que por mim passou
vou fazer da vida uma espera pois é só você quem me seduz
Você é marinheiro eu sou uma onda iremos navegar
eu sinto em você o cheiro do sal por isso lhe escolhi para meu amor
o dia já despontou na ponta da areia chega até aqui que lhe quero demais
o vento está quente vamos zarpar seus olhos estão me chamando são duas estrelas num fundo de céu
dalila balekjian
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